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Anistia a Bolsonaro e ataques a Moraes: saiba como foram atos pelo país

Por Elisângela Costa em 04/08/2025 09:32:02

FOTO: FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua

FOTO: FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua

Os atos realizados neste domingo (3) em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes levaram milhares de pessoas às ruas das principais cidades brasileiras. Devido as restrições, Bolsonaro não participou das manifestações, mas acompanhou por videochamada.

Integrantes da família Bolsonaro se dividiram e estiveram em atos ao menos no Pará, Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

As mobilizações foram marcadas para 62 municípios, distribuídos em todas as regiões do Brasil. As manifestações ainda tiveram críticas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


São Paulo

O ato na Avenida Paulista, em São Paulo, foi um dos que reuniram o maior número das lideranças expressivas do campo político da direita brasileira. Estavam no ato o pastor Silas Malafaia; o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-SP); o presidente nacional do PL, Waldemar Costa Neto; e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), entre outros.

Uma das ausências mais sentidas foi a do governador Tarcísio de Freitas. Ele foi submetido a um procedimento de radioablação por ultrassonografia de tireoide no Hospital Albert Einstein, na zona oeste da capital paulista, e não esteve no ato.

Os governadores Ratinho Junior (PSD), do Paraná; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás também não compareceram.  Os supostos presidenciáveis foram cobrados por Malafaia:  “Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Era para estarem aqui, minha gente. Sabe o que fica provado? Que até aqui Bolsonaro é insubstituível.”

No Rio de Janeiro,  o governador  Cláudio Castro (PL), fez as honras da casa na mobilização realizada ainda pela manhã na orla de Copacabana, na zona sul da capital fluminense, e saiu em defesa de Bolsonaro.

Em Belo Horizonte, o ato foi realizado na Praça da Liberdade. Os participantes lembraram o nome do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, e o saudaram com gritos efusivos de “obrigado”.

Brasília teve a concentração de cerca de 12 mil pessoas, conforme os organizadores do ato pró-Bolsonaro.

Em Belém, a manifestação teve a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.  Ela está no Pará desde sexta-feira (1º/8), para onde se deslocou por compromissos do PL Mulher em Marabá.

Em Salvador, o ato “Reaja, Brasil” ocorreu no Farol da Barra. Um trio elétrico comandou a celebração marcada por bandeiras do Brasil. A manifestação foi organizada por aliados de Bolsonaro na Bahia, como os deputados estaduais Diego Castro, Leandro de Jesus, e o deputado federal Capitão Alden, todos do PL-BA.

O estado de Santa Catarina foi o que teve o maior número de cidades com atos programados para este domingo. Foram 26 manifestações agendadas, o que equivale a 40% do total de todo o Brasil. Lá, o pré-candidato ao Senado, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), se fez presente na cidade de Criciúma (SC).


Michelle eleva o tom das críticas


 


Michelle Bolsonaro participa de manifestação em apoio a Jair Bolsonaro em Belém (PA)

Michelle Bolsonaro participa de manifestação em apoio a Jair Bolsonaro em Belém (PA)

Durante seu discurso, Michelle elevou o tom contra o presidente da República. Ela acusou Lula de “entregar riquezas nacionais” a “ditadores estrangeiros”, afirmou que o país vive uma perseguição a liberdades individuais e chamou o petista de “irresponsável”, “mentiroso” e “cachaceiro sem-vergonha”. Também disse que Lula “não é macho para assumir as suas falas”.

A ex-primeira-dama também direcionou críticas ao STF, mencionando a mudança de posição do PT em relação à nomeação de Alexandre de Moraes. “Hoje eles veem como aliado quem antes rejeitavam”, declarou. Segundo ela, há uma tentativa de “calar a voz do povo conservador”, incluindo cristãos e trabalhadores. “Isso aqui é Brasil, não é Cuba”, disse.

Ao final de seu discurso, Michelle sinalizou a possibilidade de ampliar sua participação política. “Eles querem enterrar Bolsonaro, mas esqueceram que a semente já brotou no coração do povo”, afirmou, em tom de pré-campanha.


*com Metrópoles e Jovem Pan News

 

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