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Caso Claudia Leitte: Ministério Público da Bahia realiza audiência para debater como vai atuar no inquérito

Por Elisângela Costa em 27/01/2025 10:12:42

O Ministério Público da Bahia faz nesta segunda-feira, dia 27, uma audiência pública em Salvador para debater como o órgão vai atuar no inquérito civil instaurado para apurar eventual responsabilidade de Cláudia Leitte por danos morais causados à honra e dignidade das religiões de matriz africana por conta das alterações na música “Caranguejo”. A ideia é discutir o papel do poder público no enfrentamento ao racismo e a intolerância religiosa.

Tudo começou em dezembro do ano passado, quando a artista em um show cantou “Eu canto meu rei Yeshua” (Jesus em hebraico) em vez de “Saudando a rainha Iemanjá”, como já faz desde 2013, quando se converteu para a religião evangélica. Pedro Tourinho, secretário de Cultura e Turismo de Salvador, teceu críticas a esta substituição. Mais tarde, o MP abriu o inquérito após receber a solicitação da Iyalorixá Jaciara Ribeiro e do Instituto de defesa dos direitos das religiões afro-brasileiras (Idafro).

"É necessário promover uma ampla discussão com representantes dos setores público e privado, da sociedade civil organizada e das comunidades religiosas, sobretudo de matriz africana, sobre os impactos de ações dessa natureza para a honra e dignidade dos povos de terreiros, bem como para a proteção do patrimônio histórico e cultural envolvido", dizem os promotores de Justiça Lívia Vaz e Alan Cedraz, na nota oficial.

O que disse Claudia Leitte sobre o inquérito

A primeira vez que Claudia Leitte falou sobre o assunto foi durante uma coletiva de imprensa no dia 30 de dezembro, momentos antes da apresentação dela no Festival Virada Salvador. A artista se disse consciente da gravidade da situação e pediu seriedade no debate.

"Esse é um assunto muito sério. Daqui do meu lugar de privilégio, o racismo é uma pauta que deve ser discutida com a devida seriedade, e não de forma superficial. Prezo muito pelo respeito, pela solidariedade e pela integridade. Não podemos negociar esses valores de jeito nenhum, nem jogá-los ao tribunal da internet. É isso".


*Com Extra

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