Redação –
Agência Brasil
Publicado em 18/06/2025 às 07h41 | Atualizado às 09h11
O Comitê
de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira
(18) se encerra o atual ciclo de alta da Taxa Selic ou se realiza mais um
ajuste. A decisão acontece em meio a sinais de desaceleração da inflação, mas
com pressões em alguns preços, como energia elétrica.
Atualmente
em 14,75% ao ano, a Selic está no maior nível desde agosto de 2006.
Desde setembro de 2024, a taxa foi elevada seis vezes consecutivas, refletindo
a tentativa do BC de conter a inflação.
De acordo
com o Boletim Focus — levantamento semanal com economistas do mercado —
a expectativa majoritária é de manutenção da Selic no atual patamar até o fim
de 2025, com início de um ciclo de queda apenas em 2026. No entanto, parte do
mercado ainda projeta um aumento adicional, para 15% ao ano, nesta
reunião.
Na ata da
reunião anterior, em maio, o Copom reconheceu sinais de arrefecimento da
economia, indicando que os efeitos da política monetária começaram a aparecer.
No entanto, o comitê alertou que ainda é preciso garantir que “os canais de
transmissão da política monetária estejam desobstruídos” para assegurar que os
juros produzam impacto efetivo sobre a economia real.
Inflação em queda
A
desaceleração da inflação aumentou as chances de uma pausa nas elevações da
Selic. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,26%,
acumulando 5,32% em 12 meses. A projeção para o IPCA de 2025 caiu de
5,5% para 5,25%, segundo o Focus — ainda acima do teto da meta contínua
definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de
até 4,5%.
Entenda a Selic
A Taxa
Selic é a referência para as demais taxas de juros da economia. Ela influencia
diretamente os juros cobrados em empréstimos e financiamentos, além de ser o
principal instrumento do BC para controlar a inflação. Taxas mais altas
encarecem o crédito e reduzem o consumo, enquanto juros mais baixos tendem a
estimular a atividade econômica.
O Copom
se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia, são realizadas análises técnicas
sobre o cenário econômico. No segundo dia, os diretores do BC tomam a decisão
sobre a Selic, com base nas projeções e no comportamento recente dos
indicadores.
Nova regra para a meta de inflação
Desde
janeiro, o Brasil adota o sistema de meta contínua para a inflação. A meta
de 3% é monitorada mensalmente, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto
percentual para mais ou para menos. Isso significa que a inflação pode oscilar
entre 1,5% e 4,5% ao ano sem que a meta seja formalmente descumprida.
Segundo o
último Relatório de Inflação do BC, divulgado em março, a projeção
oficial para o IPCA de 2025 é de 5,1%, podendo ser revista no relatório
de junho, de acordo com a evolução do câmbio e dos preços.
A decisão
do Copom será anunciada no fim do dia desta quarta-feira.
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