Ossobuco de cordeiro assado a fogo lento, 100 gramas de carne wagyu (uma iguaria entre os apreciadores de peças nobres, de uma raça bovina japonesa) bem passada, pimentões picantes, alho-poró assado e polenta de milho trufada. Para acompanhar, vinho francês. De sobremesa, sorvete tailandês de manga com raspas de limão. E um café para finalizar. Este foi o almoço de Daniel Alves, nesta sexta-feira, no Mr. Porter Steakhouse, uma churrascaria de luxo em Barcelona. Em liberdade enquanto a Justiça espanhola julga recursos a sua condenação de quatro anos e meio de prisão por estupro, o ex-jogador foi encontrado por um jornalista do “El Periodico”.
Alves estava acompanhado de Bruno Brasil, o mesmo que o acompanhou na noite de 30 de dezembro de 2022, quando agrediu sexualmente uma mulher no banheiro de uma boate de luxo de Barcelona. O jogador não quis falar sobre o caso, pois “ainda está sendo processado”. Mas fez um breve comentário com uma analogia ao futebol:
— O jogo que tenho que disputar é nos tribunais.
O ex-Barcelona e seleção brasileira se sentiu um pouco mais à vontade para falar sobre o período de 14 meses que passou na cadeia antes de sair, no último dia 25 de março, após pagar a fiança de 1 milhão de euros (R$ 5,4 milhões). De acordo com o jornal espanhol, Alves está mais abatido e magro do que antes da prisão. Mas o lateral-direito garantiu que estava “tranquilo, bem”:
— Onde quer que vou sobrevivo. Eu me adapto a tudo, porque para mim não é o lugar que faz a pessoa. Mas sim a pessoa que faz o lugar.
Segundo o site, o almoço saiu por 233 euros (R$ 1,2 mil). Foi Daniel Alves quem pagou a conta. Ele ocorreu depois de o ex-jogador se apresentar ao Tribunal de Barcelona.
Como parte de sua liberdade condicional, Alves precisa comparecer ao local toda sexta-feira. Ou no dia anterior, caso seja feriado. Na semana passada, foi na quinta, véspera da Sexta-feira da Paixão. Além disso, teve os passaportes (brasileiro e espanhol) apreendidos, está proibido de deixar o país e é obrigado a manter um quilômetro de distância da residência e dos locais frequentados pela vítima.
No Tribunal, Alves estava acompanhado da advogada Inés Guardiola, que continua representando o jogador no processo. Eles permaneceram no edifício por cerca de dez minutos antes de o brasileiro seguir para a churrascaria.
— É o que me cabe. A cada sexta ir até o juizado e pronto. Também não tenho muito mais o que fazer — disse.
Fonte: O Globo
Gostaríamos de utilizar cookies para lhe assegurar uma melhor experiência. Você nos permite? Política de Privacidade