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Família de traficante é detida tentando fugir do país com fortuna em joias

Por Elisângela Costa em 09/12/2025 12:46:28

A mulher, 3 filhos e um sobrinho do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o ‘Peixão’, de 38 anos, — chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) e um dos criminosos mais procurados pela polícia do Rio — foram detidos nesta segunda-feira (8) enquanto seguiam para a Bolívia.

A abordagem aconteceu na BR-262, em Campo Grande (MS).

Por volta das 12h, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas pela Polícia Civil do RJ para abordar dois veículos que seguiam de Campo Grande com destino a Corumbá, na fronteira com a Bolívia.

Com o grupo, os agentes apreenderam uma verdadeira fortuna em joias, muitas delas com marcas da quadrilha que controla o chamado Complexo de Israel, formado pelos bairros de Parada de Lucas, Vigário Geral, Cordovil, Cidade Alta e parte de Brás de Pina, na Zona Norte do Rio.

Um grosso cordão de ouro trazia uma estrela de Davi logo acima do medalhão, com a inscrição “Israel Defense Force”.

Durante a fiscalização, os motoristas disseram ter sido contratados por um conhecido, que mora na Bolívia, para realizarem o transporte dos passageiros do Rio até Corumbá.

Eles contaram ter ido de avião até a capital fluminense, onde pernoitaram e seguiram para o Mato Grosso do Sul.

Os condutores transportavam a esposa, os filhos e um sobrinho do traficante, mas Peixão não foi encontrado.

Em uma revista nos veículos, os policiais encontraram várias joias. O sobrinho do traficante afirmou ser o dono dos materiais.

“Nossa inteligência, junto com o Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), vinha monitorando os deslocamentos [do criminoso e de sua família]. [Quando eles se movimentaram], Acionamos a PRF para realizar a abordagem porque havia grande possibilidade de ele estar no veículo. A investigação continua [para encontrá-lo]”, disse o delegado e secretário da Polícia Civil, Felipe Curi.

Segundo a PRF, o grupo foi detido por suspeita de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens e organização criminosa.

O caso foi registrado na Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, os parentes prestaram depoimento e foram liberados.



Fonte: g1


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