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Jovem morto em jaula de leoa tinha extenso histórico de detenções e infância marcada por traumas

Por Elisângela Costa em 01/12/2025 09:16:14

O caso do jovem conhecido como “Vaqueirinho”, que morreu após invadir a jaula de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, continua repercutindo na capital paraibana. Segundo a Polícia Civil, o rapaz acumulava um extenso histórico de detenções desde a adolescência e havia sido liberado pela última vez na sexta-feira (28), dois dias antes do ocorrido.

O parque, conhecido como Bica, foi interditado para investigação, e ainda não há previsão de reabertura. As autoridades seguem apurando todas as circunstâncias da ocorrência.

Um relato feito por uma conselheira tutelar que acompanhou o jovem ao longo de vários anos trouxe novos elementos sobre sua trajetória marcada por abandono, traumas e comportamento de risco. Segundo ela, o menino entrou para a rede de proteção aos 10 anos, após ser retirado do convívio familiar. Desde cedo, apresentava instabilidade emocional e atitudes imprevisíveis, alternando momentos de brincadeira com episódios de fuga e ações perigosas.

A conselheira relatou que o jovem carregava um forte desejo de reencontrar a mãe, apesar de saber das dificuldades dela para assumir os cuidados. Ao longo da adolescência, ele foi flagrado diversas vezes em situações de risco extremo, tentando acessar locais proibidos e realizando ações sem noção de perigo.

Descrito como extremamente carente e sem referências familiares, ele nunca recebeu o tratamento emocional adequado, o que, segundo a conselheira, contribuiu para que repetidamente se colocasse em situações limite — até o episódio fatal. O depoimento viralizou nas redes sociais por mostrar a dimensão humana por trás do caso, indo além do registro policial.

A investigação sobre o incidente na Bica continua em andamento.


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