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Prefeitura de Palmeira admite suspender obras do saneamento da Águas do Sertão

Por Elisângela Costa em 09/07/2025 07:03:43

A Prefeitura também já cogita a possibilidade de aplicação de multa para garantir que os serviços mal executados não fiquem de herança para a atual administração - Foto: Ascom

A Prefeitura também já cogita a possibilidade de aplicação de multa para garantir que os serviços mal executados não fiquem de herança para a atual administração - Foto: Ascom

O caos e a enxurrada de insatisfação provocados pelas obras de saneamento em Palmeira dos Índios podem finalmente ter uma resposta do poder público. A prefeita Tia Júlia anunciou que estuda suspender o alvará da empresa Águas do Sertão, responsável pelas intervenções que têm se arrastado há meses e provocado transtornos generalizados à população.

A revolta dos moradores é o reflexo direto da negligência da concessionária, que coleciona prazos descumpridos e serviços mal executados por parte de suas terceirizadas. “É absurdo este descumprimento de prazos. O que deveria ser concluído em sete dias está levando até 90 e, mesmo assim, com má qualidade”, denunciou o secretário municipal de Infraestrutura Thiago Tavares.

Apesar de reuniões constantes entre prefeitura e empresa e a promessa do cumprimento de prazos, o cenário permanece inalterado. A prefeita relatou que até mesmo o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), acordado entre as partes, foi ignorado pela concessionária. “A Águas do Sertão ficou de devolver o TAC assinado, mas não cumpriu nem isso. A população tem sofrido bastante. Para tudo existe um limite e estamos chegando ao nosso”, afirmou Tia Júlia.

A Prefeitura também já cogita a possibilidade de aplicação de multa para garantir que os serviços mal executados não fiquem de herança para a atual administração. Exemplo disso são as reposições feitas em asfalto na Avenida Salu Branco que se “esfarela”. “O saneamento básico é uma obra muito importante para o desenvolvimento do município, mas o nosso questionamento aqui é a qualidade da reposição do pavimento que está sendo praticada pelas empresas contratadas. Não estou satisfeita”, desabafou Tia Júlia.


*Com Assessoria


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